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Os preços dos combustíveis voltaram a subir esta semana em Portugal. O gasóleo aumentou 5,6 cêntimos por litro e a gasolina subiu 2,1 cêntimos, num novo episódio de escalada que pressiona o orçamento das famílias portuguesas e a inflação.
O que está a fazer subir os preços?
A principal causa é o agravamento do conflito no Médio Oriente, com o bloqueio de portos iranianos a atirar o preço do barril de Brent para máximos de um mês. As tensões geopolíticas em torno do Estreito de Ormuz — por onde passa cerca de 20% do petróleo mundial — estão a criar incerteza nos mercados e a pressionar as cotações em alta.
Impacto nas famílias portuguesas
Para uma família que percorra 1.500 quilómetros por mês com um automóvel a gasóleo, esta subida representa um acréscimo de cerca de 4 a 5 euros mensais só em combustível. Mas o impacto não se fica pela bomba de gasolina: o aumento do gasóleo encarece o transporte de mercadorias, o que tende a refletir-se nos preços dos bens de consumo.
Inflação sob pressão
A subida dos combustíveis acontece num contexto em que a inflação em Portugal já mostra sinais de resistência. O aumento dos custos energéticos pode dificultar o objetivo do Banco Central Europeu de trazer a inflação para a meta dos 2%, o que por sua vez condiciona as decisões sobre novas descidas das taxas de juro.
Para as famílias com crédito habitação indexado à Euribor, a manutenção de taxas de juro elevadas significa que as prestações da casa continuarão pressionadas durante mais tempo.
O que pode fazer com o orçamento sob pressão
Quando os custos fixos sobem — combustível, eletricidade, supermercado — o primeiro passo não é cortar a direito, é perceber onde o dinheiro está a ir. Um orçamento mensal simples ajuda a identificar despesas que podem ser ajustadas sem sacrificar o essencial.
No crédito habitação, há duas alavancas concretas:
- Rever o spread e as condições — muitos contratos permitem transferir o crédito para outro banco com custos reduzidos, poupando dezenas de euros por mês.
- Amortizar quando houver folga — uma amortização antecipada pontual, mesmo pequena, reduz os juros totais e a prestação futura.
Estas decisões não resolvem o preço do gasóleo, mas libertam margem no orçamento familiar para absorver as subidas.
Com os custos a subir, cada euro conta. Peça já a sua simulação gratuita e veja como pode reduzir a prestação do seu crédito habitação.
Fontes: Jornal de Negócios — Mercados, idealista/news — Finanças, DGEG — Preços dos combustíveis, Banco Central Europeu